Uma banda “Made In Brazil”
ago 9, 2010 Música
Irmãos Vecchione gravam 1º DVD em show no interior de São Paulo e viram público de ponta cabeça
Tatiana Cavalcanti, direto de Novo Horizonte
Dias 10 e 11 de julho de 2010 – Prestes a completar 43 anos na estrada, o Made in Brazil continua mais rock and roll do que nunca. A banda, formada originalmente pelos irmãos Vecchione – Celso e Oswaldo -, gravou seu primeiro DVD oficial, ainda sem nome (eles aceitam sugestões), em Novo Horizonte, no interior de São Paulo. Cerca de 500 pessoas estiveram nos dois dias no Bar Experience, no centro da cidade.
No repertório, as músicas de sempre e outras constantemente requisitadas pela plateia, como “Os Bons Tempos Voltaram”, raramente entoada pela banda. A energia dos integrantes não entrega a idade dos fundadores do Made in Brazil. Costumo dizer que eles são os Rolling Stones cantados em português. Eles são vivos, animados e vivem o rock ´n´ roll como estilo de vida. Sim, porque é isso que é o rock ´n´ roll, festa e diversão. O Made resgata essa vontade de estar unido aos amigos ou a pessoa que amamos para simplesmente tomar uma coca e assistir um show de rock.
O Made in Brazil foi a única banda de rock a entoar riffes de guitarra dentro do Teatro Municipal, isso no fim dos anos 70. Assim como os Stones, eles se mantiveram fiéis ao ritmo que nem sempre vende comercialmente, mas que faz parte da vida de todos os roqueiros de verdade.
A banda ganha na formação atual (foram mais de 150) ainda mais energia com as guitarras estridentes, endiabradas e cativantes de um dos melhores guitarristas de rock do momento, Fabio Brum. Na bateria, um dos sete filhos de Oswaldo, Rick Vecchione, pega as baquetas e arrebenta com seu estilo autenticamente roqueiro e pesado, apesar da timidez. Nos microfones, as charmosas backing vocals Roberta Abreu e Luciane Vitaliano dão mais corpo às músicas; e no sopro o saxofonista que há mais de 30 anos acompanha a banda, Octavio Lopez Garcia, o Bangla. Houve ainda, no show de Novo Horizonte, a participação especial do guitarrista argentino que ficou dez anos no grupo (1995-2005), Alejandro Marjanov, de Tiago Mineiro nos telados, Jiancarlo Fernandes Patrício no trombone e Reginaldo Passos Assaf, o Vermelho, no trumpete.
O DVD tem previsão de lançamento para o próximo Carnaval, em fevereiro de 2011, período esse que contrasta com a essência e estilo do Made in Brazil. Em entrevista ao site GALERIA DO ROCK, Oswaldo Vecchione fala mais sobre o show em Novo Horizonte e o futuro da banda.
Galeria do Rock – Como foi gravar o 1º DVD oficial da banda?
Oswaldo Vecchione – Já tínhamos feito muitas gravações em VHS, tenho quase 150 shows gravados e mais uns 30 em DVD, mas lógico que gravar com oito câmeras, grua etc. e tal, mais toda uma parafernália, é diferente. Essa produção de som, luz, luzes de movimento, entre outros, deu uma tranquilidade, pois sabíamos que a imagem e o som iriam ficar legais, e o show ficou bacana. Tenho que fazer um comentário, o cara dono do Experience Bar, o Tirso Biasi, além de gente finíssima e falar do Made por ai, facilitou o lance todo. Fora o tratamento, a cordialidade e a gentileza.
GR – Qual será o nome do DVD?
OV -
Ainda não definimos, você tem alguma sugestão? (risos). Estava pensando em “Neguinhos da Pompéia”, todos com a cara pintada de preto com luvas brancas e baton bem vermelho na boca. Como uma velha foto Al Johson (cantor judeu dos anos 20 e 30 nos Estado Unidos). Eu e meu irmão somos descendentes de italianos, mas temos um pezinho no blues (mais risos).
GR – Será vendido a que preço o DVD?
OV -
O mais barato possível, mas de um modo que não dê prejuízo.
GR – Como foi o show em Novo Horizonte?
OV -
Foi legal! Depois que fechamos a apresentação e a divulgação já estava na rua é que ficamos sabendo que naquele fim de semana haveria uma feira de gado com shows sertanejos. Mas no fim rolou legal, o público compareceu e quase lotou o espaço. Tinha muita gente de regiões como Itapoilis, Matão, Catanduva, São Carlos etc.
GR – Como a plateia respondeu?
OV -
Foi bem legal, o público cantou os sucessos, foi emocionante e inesquecível.
GR – Foi o que vocês esperavam?
OV -
Na verdade, quando soube da tal feira pensei: “fudeu” (sic), mas não, o público compareceu, como falei, e não foi só o pessoal da cidade, foi gente da região. Lindo!
GR – Vocês vão lançar o 15º CD da banda, um ao vivo, como está a expectativa?
OV -
Talvez o Made in Brazil seja a banda de rock & blues que mais gravou ao vivo, esse trabalho é nosso quinto disco ao vivo. A expectativa é a melhor possível, a banda está atualmente, nessa formação de agora, com ótimos músicos e super entrosada. O CD promete!
GR – Qual a novidade no DVD?
OV -
O roteiro musical do DVD e o do “Show 40 Anos”, com músicas de todos os discos, inclusive com algumas do último o CD “Rock de Verdade”. Tem três músicas do disco “Deus salva, o Rock alivia!”, que não tocávamos há muitos anos, e outra inédita que sobrou e acabou não entrando no CD “Rock de verdade” , “Gata Ingrata”.
GR – O que significa o Made na sua vida?
OV -
É a minha vida, meu hobby, meu trabalho, meu ganha pão, minha paixão…
GR – E o rock ´n´ roll?
OV -
É o tempero da minha vida, meu aditivo. É difícil definir uma coisa que representa tanto pra mim.
GR – Celebramos recentemente, no dia 13, o Dia Mundial do Rock. Qual a importância da data?
OV -
É importante que o mês de julho seja conhecido como o mês do rock e que tenha uma semana e um dia para celebrar essa nossa paixão, que representa, como já disse, tudo. No meu caso, vai além, pois é meu estilo de vida. Mas também é super valido a celebração como um movimento cultural e como um gênero musical que mudou o mundo que vivemos pra melhor.
By Tatiana Cavalcanti










